LULA PRESO POLÍTICO

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terça-feira, 17 de maio de 2016

Os cem anos do Acordo Sykes-Picot, por André Araújo


Por André Araújo, via Jornal GGN
Em 16 de maio de 1916 foi assinado o acordo secreto que decidia a divisão do Oriente Médio após a queda do Império Otomano, aliado  da Alemanha na Grande Guerra Mundial de 1914.
O acordo foi celebrado entre o diplomata francês François Georges Picot e militar e diplomata britânico Sir Mark Sykes, 6º Barão Sykes. Pelo acordo, a França ficava com a Síria e o Líbano, sudoeste da Turquia e norte do Iraque e a Inglaterra com a Palestina com sede em Haifa, a Jordânia e o Iraque central com sede em Bagdah e sul, com sede em Basra.
O acordo previa tambem a adesão da Itália e da Rússia, contempladas a primeira com ilhas no mar Egeu e a segunda com a Armênia. Após a Revolução Soviética as pretensões da Rússia foram canceladas. mas Lenin tornou público o acordo até então secreto, o que provocou grande insatisfação das lideranças árabes, que esperavam o cumprimento de  propostas assumidas pelo Coronel T.E.Lawrence (Lawrence da Arabia), completamente diferentes.
Ficheiro:Sykes-Picot-1916.gif
O Acordo foi confirmado pela Conferência de San Remo em 26 de abril de 1920 e os territórios submetidos à divisão entre França e Inglaterra  transformados em mandatos pela Liga das Nações em 24 de julho de 1922,  assumindo a França o governo do Líbano e Síria entre 1922 e 1946 e a Inglaterra do Iraque, Jordânia e Palestina de 1922 a 1947.
O Acordo Sykes Picot foi o redesenho básico do mapa geopolítico do Oriente Médio que perdura até nossos dias com as modificações dos processos independentistas mas mantidas as fronteiras então traçadas sobre os territórios da soberania turca que formavam  o espólio do fim do Império Otomano em 1918.
Acima o palácio Sledmere House da família Sykes na Inglaterra, hoje residência de Sir Tatton Sykes, 8º Barão Sykes e neto do Sir Mark Sykes, signatário do  acordo de 1916 que hoje completa 100 anos.