LULA PRESO POLÍTICO

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domingo, 8 de maio de 2016

“Panamá Papers” derrubam farsa dos Marinho. Paula pagou taxas de empresa do triplex de Parati

paulapanama

Por Fernando Brito, em seu blog
Viomundo, de Luis Carlos Azenha, traz a cobertura completa.
O fato objetivo é que parte dos “Panamá Papers” que tornados públicos e revelando os envolvimentos de donos, herdeiros e executivos da moralista mídia brasileira, comprova  que foi com dinheiro da conta e com nota tirada em seu endereço residencial de Paula Marinho, neta de Roberto Marinho e sócia de seu pai, João Roberto Marinho, que foram pagas as taxas de “regularização” da offshore Vaincre LLC, montada pela operadora de lavagem de dinheiro Mossack-Fonseca.
A Vaincre é a dona da Agropecuária Veine Patrimonial, dona formal da irregular mansão em Parati, sobre a qual ninguém assume a propriedade.
Paula Marinho foi casada até o ano passado com Alexandre Chiappetta de Azevedo.
Quando o Tijolaço e outros blogs mostraram que a propriedade era da família Marinho, a Globo contestou e ameaçou-nos  “sob pena de adoção das medidas legais cabíveis”, com uma “notificação” de João Roberto Marinho, um de seus donos e pai de Paula Marinho.
Deu com os burros n’água. Três dias depois, mostramos aqui que uma empresa do próprio João Roberto e de Paula Marinho dividia o endereço de uma apartamento na Rua Bulhões de Carvalho, 196, em Copacabana, com a sede da Agropecuária Veine – Mansão de Parati.
Em outra nota, João Roberto procurou dizer que era “apenas” um endereço emprestado por Alexandre Chiappetta, já ex-marido de Paula.
Hoje, porém, os “Panamá Papers” mostram a troca de e-mails onde se comprova que é Paula Marinho de Azevedo quem paga – e com recibo emitido contra seu próprio endereço residencial, no Arpoador –  os registros da empresa-fantasma que serviria para montar-se outra fantasma que tem a mansão como patrimônio.
Também foi “emprestado”o endereço? Foi “emprestado” o nome de Paula Marinho?
A história está apurada. Temos todos os documentos. Falo por mim e, tenho certeza, pelo Azenha, que fez – com a competente e combativa Conceição Lemes – um magnífico trabalho de apuração, ao lado de outros companheiros: tudo está à disposição da “grande imprensa”, da Receita Federal, da Justiça Federal, que procura o dono da casa, do Ministério Público.
Sempre esteve, mas quando o assunto é a família Marinho, a covardia é geral.
A explosão dos badalados “Panamá Papers” seria um escândalo em qualquer parte do mundo. Aqui, vai ficar no “nós publicamos, sim”. Uma vez, sem destaque e sem apuração posterior.
Não deixe de ir ao Viomundo ver os detalhes de como a Globo foi pega pelo rabo nessa história.