LULA PRESO POLÍTICO

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Parabéns, Ministros do STF. Os senhores transformaram o Brasil num circo. E pegando fogo

fosforos

Por Fernando Brito, em seu blog
País nenhum, em qualquer regime e com qualquer orientação ideológica em seu governo, prescinde de um mínimo de ordem para funcionar.
E o Brasil está ardendo na crise, entre outras coisas, porque virou uma bagunça institucional.
Desde antes das eleições, o Judiciário brasileiro deixou que se implantasse uma zorra total neste país.
Primeiro, quando deu poderes universais ao juiz Sérgio Moro para fazer uma investigação que poderia abranger qualquer coisa, em qualquer ponto do país e dezenas – hoje já centenas – de processos sobre tudo, onde  a única regrar era prender e obter confissões. Havia ladrões? Sim, mas eles eram os que menos importavam, tanto que estão soltos e com suas penas negociadas ao mínimo, não exatamente a situação de seus cofres. O que importava era o alcance político, com ou sem qualquer ligação entre aqueles dinheiros e a presidente que hoje se derruba.
Eduardo Cunha, nas barbas do Supremo, se adonou da Câmara. Votava e revotava até que o resultado desejado fosse alcançado. E nada…
No meio do ano passado, surgiram as contas na Suíças…e nada…
Depois os repasses de Fernando Baiano…e nada…
Afinal a denúncia da PGR….e nada…
Então Cunha manipula o conselho de Ética…e nada…
Abre o processo de impeachment e, muito cioso, o Supremo determina quais são os carimbos, darfs e cópias carbonadas devem ser exigidos. Aceita um processo feito com dúzias de sessões por dia, sábados, domingos, feriados, dias santos. Prazo e escrúpulos, às favas!
E o Supremo nada, sentadão sobre o pedido de afastamento de Cunha da presidência da Câmara e, portanto, do comando da montagem golpista…
Agora, esta bomba, provocada pela reação de Teori Zavascki irritado com uma tentativa de limpar a cara do STF com uma ação fajuta que, simplesmente, impedia Cunha de sentar na cadeira presidencial.
Então solta uma liminar que já é praticamente uma condenação de mérito, estabelecendo que Cunha agia como um quadrilheiro dentro da Câmara.
Na Câmara onde, já denunciado e réu, comandou o impeachment que nasceu justamente da negativa de Dilma em fazer o PT dar-lhe dos votos necessários a não ser processado.
O STF está de parabéns. Nunca antes na história deste país armou-se tamanha zona governamental nas barbas de seu tribunal constitucional.
Não temos Presidência, não temos Câmara e temos um Supremo que só marca falta depois do jogo encerrado.