LULA PRESO POLÍTICO

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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Professora da UFMG ameaçada de deportação em meio ao golpe (ou O Efeito José Eduardo Cardozo - Com a conivência do Governo Dilma)



Por Flávia Vale, via Esquerda Diário

A polícia federal intimou a professora da faculdade de direito da UFMG, Maria do Rosário Barbato por práticas políticas e sindicais a comparecer na Polícia Federal para prestar depoimento no dia 20 de julho sobre práticas políticas e sindicais.

A professora, especialista em direito trabalhista e práticas anti sindicais tão comuns no Brasil, italiana e residente no Brasil, é mais uma vítima das arbitrariedades do “estado de exceção” que marca o atual cenário político no Brasil.

Em nota de 16 de abril a Federação Nacional dos Policiais Federais ameaça de deportação e censura residentes estrangeiros que se posicionarem sobre o golpe que acontece no pais, mostrando uma das facetas mais antidemocráticas desta instituição.
Essas medidas mostram como o atual cenário político nacional está marcado por arbitrariedade de um “estado de exceção” em que o partido do judiciário, incluindo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, tem poderes cada vez mais autonomizados e afastados de qualquer controle civil.
O jogo do atual “estado de exceção” passa também pelo “democracia ditadura da toga”, em que juízes privilegiados que tem seus cargos vitalícios no STF decidem os rumos da política nacional enquanto outros como Sérgio Moro, treinado diretamente pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, é parte do jogo próprio do judiciário numa democracia que tem cada vez mais aspectos bonapartistas em seu regime.
Prestamos toda a solidariedade pelo Esquerda Diário à professora Maria do Rosário Barbato e nos posicionamos veementemente contrários e todo tipo de perseguição política que vem tomando a cena na faculdade de direito da UFMG.
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Nota Claudicante:
Durante 05 anos e 2 meses, sob o beneplácito de Dilma Rousseff, o ministro (sic) da Justiça José Eduardo Cardozo assistiu de camarote a transformação da Polícia Federal republicana em polícia política a serviço da plutocracia.
Nada fizeram, nem Eduardo Cardozo, nem Dilma, nem ninguém para barrar está violência a adolescente e combalida democracia brasileira.
Esta será uma das heranças do frouxo, incompetente, covarde e omisso governo Dilma-2.
Os que sobreviverem, a perseguição da polícia política e dos juízes e promotores decoradores de apostilas, contarão a triste sina dos brasileiros após o golpe de 17 de abril / 12 de maio de 2016, perpetrado pelo Congresso, pela mídia hegemônica, na figura horrenda da Rede Globo e do STF, este já historicamente ligado aos golpes e retrocessos na história do Brasil.