LULA PRESO POLÍTICO

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domingo, 8 de maio de 2016

Roubo de comida passará a não ser mais crime na Itália (Enquanto isto no Brasil...)

Morador de rua na Europa. "Trabalho por comida", diz o cartaz
Morador de rua na Europa. “Trabalho por comida”, diz o cartaz



Via Hypeness

O que é pior: um pequeno furto, ou um sistema que permite que pessoas passem fome? A Suprema Corte italiana optou pela segunda opção, e anulou a condenação do romeno Roman Ostriakov, preso por roubar queijos e salsichas no valor de 4 euros. Para os juízes, Ostriakov levou os alimentos pela urgência essencial de se alimentar, e não considerou seu gesto um crime, mas sim, uma ação em estado de necessidade.

O ocorrido se deu em 2011, quando Ostriakov, um morador de rua, tentou sair de um supermercado tendo pagado somente por alguns pães, mas não pelo queijo e as salsichas que carregava.

Denunciado por um cliente que viu a cena, Ostriakov foi detido por um segurança. Quatro anos depois, acabou condenado a seis meses de prisão e a uma multa de 100 euros.

A decisão da Corte, elogiada pelos principais jornais da Itália, apontou que o direito à sobrevivência deve prevalecer ao direito à propriedade. Segundo os jornais, em tempos crise econômica como os que a Itália atravessa, é fundamental que valores humanos sejam lembrados, respeitados e defendidos. Muito pior do que furtar uma pequena quantidade de comida é permitir que tantas pessoas, dia após dia, pelo mundo todo, não tenham o que comer.

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Nota Claudicante

Infelizmente nossa suprema corte e a nossa mídia vivem num tempo de sombras, mentiras, tramoias e traições.

Comparar a justiça e a mídia italiana com as brasileiras é chegarmos a conclusão que os italianos são bolivarianos - ou coisa pior - pois, os argumentos para defender a não punibilidade do furto de alimentos não privilegia a propriedade privada, a deusa do capitalismo.