LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

sábado, 21 de abril de 2018

O vídeo do MTST dentro do triplex que levou Lula para a cadeia precisa rodar o mundo


Por Renato Rovai, em seu blog

Este vídeo que o MTST fez ao ocupar o tal triplex do Guarujá é a prova incontestável de como é uma farsa a narrativa produzida pelo juiz Sérgio Moro e pela Rede Globo, com apoio de quase todos os outros veículos de comunicação e de boa parte do judiciário.

Há algum tempo venho falando e escrevendo que o tal tríplex não vale sequer 800 mil reais, mas Moro o avaliou em 2 milhões. E a OAS disse que teria investido 1,2 milhão só na reforma para presenteá-lo a Lula.
Pois bem, me arrependo do exagero. São dois Minha Casa Minha Vida com uma laje em que se pode “desfrutar” de uma piscina que mais parece uma banheira e de uma churrasqueira que permite assar carne no máximo para meia dúzia de pessoas.
Quando Moro começou a mexer nessa história do triplex tive uma reunião com Lula para conversar sobre a conjuntura. Estava com mais dois amigos blogueiros. Jornalistas não fazem apenas entrevistas em on com fontes, conversam em off também pra entender o que está acontecendo.
Neste dia, provoquei Lula: – E o triplex no Guarujá, presidente? Quando o senhor for passar um dia lá me avisa, que agora tô morando perto….
Lula começou a falar no triplex, como era ruim, que não tinha como frequentar o local porque a praia era movimentadíssima, que quando visitou descartou imediatamente ficar com ele e num dado momento disse a frase que guardei.
– Aquele triplex só tem escada. Eu disse pra Dona Marisa (ela ainda era viva), não tem como a gente vir aqui com os netos, senão vai ter neto voando pra tudo quanto é lado.
Hoje ao ver este vídeo que está circulando, entendi perfeitamente o que Lula quis dizer. Os tais três andares são conectados por uma dessas escadas caracol de concreto. Escada provavelmente pré-moldada. Sem charme algum. Como todo o resto do apartamento.
A área de serviço, os banheiros, a cozinha não têm nada que possa ser chamado de luxuoso. É tudo esquema Casas Bahia.
É impossível dizer que a OAS gastou $ 1,2 milhão, como diz a acusação de Moro, na reforma desse apê. E por isso este vídeo precisa circular o mundo.
O MTST nos ofereceu a prova mais irrefutável de quão injusta é a prisão do Lula. É este vídeo que você precisa assistir e espalhar.

CINEASTA PRODUZ NOVO DOCUMENTÁRIO SOBRE PAPEL DA GLOBO NO GOLPE




John Ellis, produtor do conhecido documentário "Muito além do Cidadão Kane", está fazendo um Crowndfunding para produzir um novo documentário denunciando a atuação da Rede Globo na democracia brasileira; "Estou chocado que tanto tempo depois, a TV Globo continue se comportando da mesma forma em relação a política brasileira"

Por Gleisi Hoffmann, em seu facebook – John Ellis, produtor do conhecido documentário Muito além do Cidadão Kane, está fazendo um Crowndfunding para produzir um novo documentário denunciando a atuação da Rede Globo na democracia brasileira: "A Fantástica Fábrica de Golpes".

"Estou chocado que tanto tempo depois, a TV Globo continue se comportando da mesma forma em relação a política brasileira".
Saiba mais no vídeo e ajude contribuindo no link:

terça-feira, 17 de abril de 2018

Apartamento de Paris usado por FHC x triplex do Guarujá nunca usado por Lula

 FHC no apartamento que não é dele


Lula no apartamento triplex que Moro atribui a ele




Este é o imóvel usado pelo presidente mais honesto que o Brasil já teve.


Este é o apartamento do presidente mais corrupto da história da humanidade.

Por Joaquim de Carvalho
Via DCM
A divulgação das imagens do triplex do Guarujá atribuído por Sergio Moro a Lula revela mais do que a pobreza da sentença que levou o ex-presidente à prisão.
Mostra como Lula é tratado em comparação ao presidente que o antecedeu, Fernando Henrique Cardoso.
O ex-presidente tucano sempre usou um apartamento em Paris, que formalmente pertence a Jovelino Mineiro, seu amigo, genro de Abreu Sodré, este já falecido.
Miriam Dutra, que teve um filho atribuído por ela a Fernando Henrique Cardoso, disse que o apartamento era do ex-namorado, assim como outro, no Trump Tower, em Manhattan.
Ela sabe disso porque o filho, hoje maior de idade, ficou com o suposto pai nos dois imóveis quando era criança e adolescente.
Em Paris, segundo ela, Fernando Henrique foi buscar o menino numa estação do trem bala, depois que ela o embarcou em Londres, onde morava na época.
“Para nós, os apartamentos sempre foram do Fernando Henrique”, disse-me ela no início de 2016, quando estive lá para entrevistá-la.
Depois da entrevista publicada, Miriam Dutra foi intimada pela Policia Federal e, ao depor no Brasil, recuou das declarações, que foram gravadas.
A comparação entre os imóveis de Manhattan e Paris usados por Fernando Henrique e o que nunca foi usado por Lula mostra dois pesos e duas medidas.
De um lado, luxo e ostentação, tratados como se não dissessem respeito ao ex-presidente que realizou o maior processo de privatização da história do Brasil.
De outro, no Guarujá, modéstia apresentada com estardalhaço pela imprensa como evidência de propina no maior escândalo de corrupção já descoberto na história da humanidade.
O MTST escancarou a farsa.
Continuarão acusando Lula, e ele continuará a ser apresentado no Jornal Nacional como a besta do Apocalipse.
Já Fernando Henrique Cardoso é apenas um homem simples cercado de bons amigos, que, sem interesse algum, lhe fazem favores, como ceder imóveis de luxo, para que ele possa usar como lhe aprouver.
E, se tiver dificuldade com a ex-namorada, eles até ajudam a pagar pensão alimentícia, forjando contrato de trabalho.
Ah, mas esse contrato é de uma empresa concessionária do governo federal, no tempo em que Fernando Henrique era presidente.
Isso é um detalhe sem importância.
O que importa é o que todos sabemos: Fernando Henrique Cardoso é um estadista, homem fino, probo, incorruptível.
Já o outro é o Luladrão.
Este é de quem?

quinta-feira, 12 de abril de 2018

VAMOS AJUDAR O INSTITUTO LUA, CONTRIBUAM, DIVULGUEM



"Querem que a gente morra de fome, de sede, de frio"


Segundo Paulo Okamotto, o ex-presidente Lula não tem condições de pagar água, luz, advogados, convênio médico e todas as despesas básicas de sua subsistência estão comprometidas. As contas do Instituto Lula também bloqueadas aumentam ainda mais o drama: o instituto só tem condições de operar por mais dois meses.

O bloqueio das contas do Instituto Lula, decretado na terça (10), impede que o próprio ex-presidente pague despesas básicas já que as contas pessoais dele já tinham também sido interditadas.

“O Lula agora não tem mais como pagar água, luz, telefone de seu apartamento nem convênio médico, advogados, nada”, diz Paulo Okamotto, presidente do Instituto, que também teve as contas bloqueadas. “Querem que a gente morra de fome, de sede, sem defesa, de frio.”

Se você está interessado em participar e ajudar o Instituto a se manter ativo neste semestre, participe da nossa campanha de financiamento coletivo: https://participe.institutolula.org/ 

Aécio: para não esquecermos


Só esclarecendo


— Lula comprou a emenda da reeleição
— Não, esse é o FHC
— É o pai do mensalão e nunca foi punido
— Não, esse é o Azeredo
— Tem operador com 113 milhões na Suíça
— Não, esse é o Serra
— Pediu 2 milhões pro Joesley.
— Não, esse é o Aécio
— Porra, quer dizer que Lula é santo?!
— Não, esse é o Alckmin.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Excentricidades da justiça brasileira

Ferrugem

Aécio: para não esquecermos

VÍDEO: Fachin, quando era vivo e estava entre nós


Via DCM

Amigo de Edson Fachin publica desabafo contra o ministro

O falecido
Professor de direito e amigo pessoal de Edson Fachin publica desabafo nas redes sociais endereçado ao ministro do STF. O texto descreve uma trajetória de 42 anos de amizade e tem título forte: "Meu amigo morreu".

Wilson Ramos Filho, professor de direito da UFPR e amigo de Edson Fachin, publicou um desabafo nas rede sociais que, segundo pessoas próximas, foi dirigido ao magistrado.

Intitulado “Meu amigo morreu”, o texto não cita o nome de Fachin, mas descreve a trajetória de mais de 42 anos de amizade, desde o ingresso de ambos na universidade, em 1976. A publicação é do dia 5, quando o habeas corpus do ex-presidente Lula foi rejeitado no Supremo Tribunal Federal (STF) por 6 votos a 5.

“Apoiei-o quando quis ser nomeado, não sem antes enfaticamente desaconselhar”, escreveu Ramos Filho. “Dizia-lhe que aquilo iria acabar com a vida dele, que perderia a privacidade, a liberdade e teria que conviver com um monte de gente que nada tem a ver conosco. (…) Ele tanto fez que conseguiu. (…) E desse jeito ele morreu”.

Abaixo, leia a íntegra do depoimento:

Meu amigo morreu.

Entramos juntos na faculdade, em 1976. Fizemos política estudantil, perdendo todas as eleições. Rimos e choramos variadas vezes. Na vida é assim. Celebramos o nascimento de sua filha bem antes da nossa formatura.

Meu amigo, inteligência vivaz, sempre tinha uma tirada, um sujeito de espírito. Nunca nos afastamos. Ele foi ser advogado público, lecionava Civil. Eu, advogado trabalhista.

Tivemos muitas causas em comum, defendendo coletivos vulneráveis.

Por culpa dele, grande incentivador, voltei para a vida acadêmica sem abandonar as lutas sociais. Devo-lhe isso. Um grande sujeito.

Sempre houve reciprocidade, entretanto. Quando sua companheira precisou, eu era dirigente estadual da OAB. Na segunda vez deu certo. Fui de conselheiro em conselheiro por ela, não como favor. Ela tinha todas as credenciais e era a melhor opção.

Meu amigo queria ser magnífico, com maiúscula. Novamente me envolvi por inteiro na pré-campanha. Na última hora, achou melhor não disputar. Meu amigo não gostava de perder.

Fizemos viagens juntos, pelo Brasil, ao México, à Europa. Algumas vezes em casais, outras só os meninos, oportunidades em que esticávamos a prosa no bar dos hotéis. Eu adorava a sagacidade dele. Era um sujeito adorável sob vários aspectos.

Apoiei-o quando quis ser nomeado, não sem antes enfaticamente desaconselhar. Dizia-lhe que aquilo lá iria acabar com a vida dele, perderia a privacidade, a liberdade e teria que conviver com um monte de gente que nada tem a ver conosco. Sentia-se convocado. Quase como se fosse predestinado.

Ele tanto fez que conseguiu. Cumprimentei-o, explicitando que desta última vez, a em que ele foi escolhido, meu candidato era outro. Elegante, compreendeu. Era muito gentil esse meu falecido amigo.

E deste jeito morreu. Não posso dizer que foi surpreendente seu passamento. Já vinha dando sinais. Não foi uma morte súbita. Mas muito me entristeceu. A morte tem dessas coisas, ainda que esperada ao cabo de longa enfermidade ou ultrapassado o limite razoável de anos, deixa um vazio, um aperto no peito, uma angústia, sei lá. No fundo, até o último momento, ficamos com a irracional esperança de que a morte não ocorra. Morrendo, só restam as virtudes. Na morte é assim.

Morreu. Foi um grande amigo. Nunca mais riremos, choraremos, tomaremos vinho ou chimarrão. E já sinto saudades do meu finado amigo.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

LULA PRESO

Foto de Francisco Proner Ramos

Por Itárcio Ferreira, em seu blog

Lula preso é um tapa na cara do povo brasileiro, do povo sofrido, claro. É o fim da democracia. É a prova de que o golpe que derrubou Dilma Roussef, e colocou uma quadrilha no poder, está se aprofundando e se transformando em uma ditadura fascista com a aliança entre a grande mídia (rede globo) e o judiciário e tutelada pelas forças armadas.

Lula preso – a próxima será Dilma, como já o foram José Genoíno e José Dirceu – é um recado da elite escravagista a todos os que sonham, lutam e militam por uma país melhor, mais justo, menos desigual: “Nós vamos fuder com quem se atrever a pensar em mudar a vida dos pobres.”

Lula preso é tomar consciência de que não há diálogo possível com a elite escravagista brasileira, pois a mesma é tacanha, burra, violenta e fascista.

Lula, um conciliador, que nunca teve uma atitude de confronto com o poder, que apenas queria transformar o Brasil numa democracia social, à maneira dos países da Europa ocidental, sem mexer nos pilares do capitalismo, é perseguido, e condenado, sem provas, num processo fraudado, desde a investigação policial, a denúncia pelo ministério público, o julgamento por um judge estrangeiro e a sua confirmação por tribunais superiores, trf4 e stf.

Lula um líder, um grande estadista, que teve por crime sonhar um sonho de igualdade, nos faz entender que não há dialogo ou acordo possível com os inimigos do povo.

Desde a farsa do julgamento do mensalão, capitaneada por Joaquim Barbosa, que se preparou o terreno para a perseguição aos que estão ao lado do povo; para a destruição de um projeto de Brasil grande, poderoso, ator relevante na disputa multipolar pelo poder junto com os BRICS.

Todas as nossas conquistas, nos Governos Lula e Dilma-1, foram sendo destruídas. O Pré-sal, que traria recursos para a educação e saúde foi entregue, pelo governo golpista de Temer, a preço de banana a empresas estrangeiras; nossa participação nos BRICS foi boicotada e já faz parte do passado; nossos projetos de submarino nuclear e dos caças suecos foram destruídos pela lava jato; e venda da Embraer e a venda da Eletrobrás são as próximas etapas da entrega de nossa soberania aos estrangeiros.

Espanta-me que toda essa destruição não sofreu nenhuma crítica ou tentativa de obstrução por parte dos setores nacionalista, se é que existem, p. ex., das forças armadas, tendo em vista que a soberania brasileira está ameaçada ou melhor já foi ferida de morte.

O que parece, com o pronunciamento do chefe do exército brasileiro, diante da possibilidade de Lula conseguir um habeas corpus junto ao supremo, ameaçando a ministra Rosa Weber - aquela que condena sem provas -, é que o exército optou por sua mexicanização, por ser uma força auxiliar dos eua, uma força policial, e não uma corporação independente e com a missão de proteger o seu país, o que é triste, além de ser uma traição.

Sinto que os Governos Lula e Dilma-1 – pois, Dilma-2 foi um grande fracasso, uma grande decepção – não tenham destruído a maior inimiga da nossa democracia, a rede globo; que não tenham aparelhado a procuradoria geral da república; que não tenham aparelhado o stf.

Sinto muito mais, e isto me dói – assim como me doeu muito a morte do Grande Comandante Hugo Chávez – a prisão do Grande Estadista Lula da Silva, a grande esperança de impedir que os fascistas – representados hoje pela imprensa hegemônica, mormente, a Rede Globo, pela classe média racista e saudosa da escravidão, pela maioria das forças armadas, do mpf, dos juízes federais, da polícia federal e do stf “com o supremo, com tudo.” – destruam o futuro do nosso país, da nossa nação.

Fica a lição, a elite rentista e escravagista, não só no Brasil, mas em todo o mundo, só entende uma única linguagem: a violência. Como dizia o Grande Comandante Mao Tsé-Tung, “o poder se conquista na boca de um fuzil”.

Força, Lula! Força, Grande Comandante! Lula livre!

sábado, 7 de abril de 2018

Lula, a foto e a frase perenes: “A morte de um combatente não pára a revolução”


Foto de Francisco Proner mostra Lula sendo levado nos braços do povo para o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Lula no centro, as pessoas tentando se aproximar, lembra uma onda que se propaga. “Somos milhões de Lula”, disse o ex-presidente em seu discurso. “Eles precisam saber que a morte de um combatente não pára a revolução”, destacou também. Quem vê a foto conclui: Lula está vivo e sua frase é dessas que ecoarão para sempre.

Via DCM

Lula, nós, o povo brasileiro, te amamos!!!










quinta-feira, 5 de abril de 2018

O isento judge que condenou Lula






Lula vai pagar o preço pelas péssimas escolhas que ele e Dilma fizeram para o STF


Via DCM
Atribui-se a Magalhães Pinto, velha raposa das décadas de 60 e 70, uma das melhores frases sobre o conceito de política:
“É como nuvem: Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”.
O céu de tempestade que o Supremo Tribunal Federal criou com o habeas corpus negado a Lula pode, portanto, mudar.
Por exemplo, cedo ou tarde, a presidente da corte, Cármen Lúcia, terá que sair de cima de duas ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), e permitir que o plenário vote.
Já deveria ter votado, conforme lembrou o ministro Marco Aurélio de Mello, mas se optou pela estratégia que, vitoriosa, colocará Lula na cadeia.
Carmen optou por votar o HC — um concreto — e não a ADC, um caso abstrato.  Sem o nome de Lula no processo, a vitória da tese da presunção de inocência era certa.
No Brasil de hoje, pessoas como Lula são culpadas até prova em contrário. Já nasceram condenadas.
Em princípio — e no Supremo é sempre em princípio, já que há ministros que não sustentam de sentados o compromisso doutrinário que assumiram de pé —, essa ações mudarão o entendimento da Justiça sobre a presunção de inocência.
E Lula, se estiver preso, terá que ser colocado em liberdade.
Em vídeo divulgado hoje, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, diz:
“Nós temos que deixar bem claro a toda sociedade: nós não vamos assistir, mansamente, à prisão do nosso líder. Aliás, o líder do povo. Queremos dizer, em alto e bom som: nós vamos com Lula até o final, nós vamos com Lula às últimas consequências.”
Bravata? Não creio. Haverá, sim, alguma reação do PT a mais esta etapa de um processo de violência golpista que, em última análise, pretende destruir um partido político a partir da interdição de seu principal líder.
Deverá haver manifestações, protestos da tribuna dos parlamentos, a manutenção da luta jurídica, denúncia em fóruns internacionais, a intensificação de iniciativas que, a rigor, o PT já tem tomado.
Mas, ao mesmo tempo em que afia as armas para a manutenção da batalha no campo institucional, o partido precisa reconhecer as suas responsabilidades pelas condições que permitiram aos setores mais atrasados do Brasil ter êxito na perseguição a Lula.
Na sessão em que o Supremo, covardemente, lavou as mãos diante da possibilidade prisão de Lula, os três ministros que melhor argumentaram em defesa da tese vencida foram  indicações de José Sarney (Celso de Mello), Fernando Collor (Marco Aurélio Mello) e Fernando Henrique Cardoso (Gilmar Mendes).
Os outros dois, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, são legados de Lula e Dilma.
Cinco dos seis ministros que deram a Sergio Moro autorização para se tornar o carcereiro de Lula foram indicações do ex-presidente e de Dilma Rousseff.
Há algo errado nisso.
Não que um presidente deva indicar alguém que o blinde depois. Mas as indicações devem, pelo menos, revelar elevado saber jurídico e coragem para fazer valer os princípios consagrados Constituição, esta sim a maior das conquistas de um povo.
Compare os argumentos de Gilmar Mendes e de Luís Roberto Barroso na sessão de ontem e se verá o tamanho da má escolha de Dilma.
Em seu interminável voto, Barroso fez um discurso que o faria brilhar numa câmara municipal do interior, mas nunca na mais alta corte de Justiça.
“A Justiça está para a alma assim como o alimento está para o corpo”, disse ele, a certa altura.
Celso de Mello deu aula de Direito, enquanto Cármen Lúcia e Rosa Weber tropeçaram nas palavras, com dificuldade até domínio sintático.
Uma pobreza intelectual, para não dizer de saber jurídico.
Parados, sem abrir a boca, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux já revelam diferenças gritantes.
Com exceção de Ricardo Lewandowski, Lula e Dilma fizeram péssimas escolhas para o Supremo, e agora Lula vai pagar o preço.

PRONTO: LULA SERÁ PRESO



Após o voto de Rosa Weber (nomeada por Dilma) não há possibilidade de se reverter a derrota do pedido de Habeas Corpus de Lula.

A realidade não foge à teoria, como havia previsto. Acreditar que alguma instituição burguesa - que deu um golpe de Estado para beneficiar o grande capital financeiro - iria dar uma canja para Lula é no mínimo ingenuidade.

O primeiro presidente eleito democraticamente e de origem proletária estava destinado a ser preso... e da forma adequada: em um processo fraudulento e sem provas...

A sociedade brasileira é muito conservadora... Impossível mudá-la... Passei pelas proximidades de um protesto favorável à prisão de Lula. O ódio era a tônica e ali se exauria todos os preconceitos contra pobres, mulheres e aos setores progressistas.

Não era um protesto de ricos. Mas um comício onde a maioria era composta por pobres e mulheres, mas que se julgam da “classe média”. E havia também alguns ricos.

A elite brasileira sabe o povo que tem... E mais: sabe a esquerda que aqui existe...

A Rede Globo e a grande mídia foi salva economicamente por 13 anos de PT. A Polícia Federal foi equipada como nunca nos 13 anos de PT. O Ministério Público foi agraciado e fortalecido como nunca nos 13 anos de PT. E o STF agora condena Lula a partir do voto de uma ministra indicada por Dilma e por um último voto - de Carmen Lúcia - indicada pelo próprio Lula.

O PT acabou construindo um excelente e eficiente abatedouro para si mesmo.

E o que fazer? Com certeza Lula deve agora ter sábios advogados e correligionários prontos para convencê-los de que a insurreição e a insurgência são coisas de louco...

O certo, vão dizer, é acatar a decisão, ir quietinho para a cadeia e achar que de lá Lula poderá influenciar nas próximas eleições.

Esquecem que o Brasil é uma república das bananas, como Honduras ou Costa Rica... Aqui quem manda é o Império do Norte. E ele não quer mais brincadeiras... Lula vai ficar na cadeia (quietinho) e nessas eleições teremos que optar entre Alckmin e Bolsonaro.

É o que temos... fazer o quê...