LULA PRESO POLÍTICO

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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Superávit de 1 trilhão em 25 anos não evitou que dívida aumentasse 46 vezes

Maria Lúcia Fattorelli
PUBLICADO ORIGINALMENTE NO  MONITOR MERCANTIL
Desde 1995 o Brasil gerou R$ 1 trilhão em superávit primário. Apesar disso, a dívida interna subiu de R$ 86 bilhões para quase R$ 4 trilhões, denuncia a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli.
A atual crise, segundo Fattorelli, foi fabricada pelo custo da política monetária. Para ela, a economia de R$ 1 trilhão pretendida pela reforma da Previdência é apenas um valor que deixará de ser pago em aposentadorias, a maior parte (cerca de R$ 870 bilhões) do regime geral da Previdência, no qual 9 entre 10 aposentados recebem até dois salários mínimos.
“Essa reforma não é para combater privilégios; R$ 870 bilhões vão sair dos mais pobres, do Regime Geral da Previdência. Os outros 20% que se pretende economizar vão sair de servidores públicos porque ele pretende aumentar a alíquota”, alertou, segundo a Agência Câmara.
A coordenadora participou de audiência pública nesta semana na Comissão de Seguridade Social. A reforma da Previdência, alerta Fattorelli, foi proposta para resolver uma falsa crise provocada pelo Banco Central, que realiza elevadas despesas com juros. Ela acrescentou que, ao tirar R$ 1 trilhão da economia, o governo vai aprofundar a crise.
Também na Câmara, o técnico de Planejamento e Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) José Celso Júnior afirmou que a proposta de reforma do governo foi feita em bases conceituais equivocadas. “A aprovação dessa reforma gera não só um aumento desmesurado da desproteção social, uma catástrofe humana em potencial, como ela joga a economia brasileira numa trajetória de longo prazo de estagnação”, criticou.
Segundo ele, o governo passa a impressão equivocada de que, aprovada a reforma da previdência, vai se acordar “a fada da confiança do mercado” e tudo vai ser resolvido. Celso Júnior também criticou os “objetivos ocultos” do governo com a reforma como retardar o acesso à aposentadoria e demais direitos previdenciários e reduzir o valor e a duração dos benefícios.

Os erros e acertos de Bolsonaro no governo

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Não teve corte


Carlos Bolsonaro e Adélio: As perguntas ainda sem resposta no caso da facada


Via DCM

Por Joaquim de Carvalho

Antes da repercussão da notícia de que Adélio Bispo de Oliveira esteve no estande de tiro em Santa Catarina no mesmo período que um de seus filhos, Jair Bolsonaro cobrou rigor e celeridade no inquérito da Polícia Federal que apura se houve mandantes para o crime da facada em Juiz de Fora. Em vídeo divulgado no dia 10 de fevereiro, Bolsonaro não tem dúvida: houve mandantes para o crime.
“Espero da nossa querida Polícia Federal, a polícia que nos orgulha a todos, que tenha uma solução para o nosso caso nas próximas semanas. Esse crime, essa tentativa de homicídio, esse ato terrorista praticado por um ex-integrante do PSOL não pode ficar impune e nós queríamos, sim, e gostaríamos que a PF — obviamente com dados concretos — apontasse quem foi ou quem foram os responsáveis por determinar que o Adélio praticasse aquele crime lá em Juiz de Fora”.
Todas as informações tornadas públicas dão conta de que Adélio agiu por conta própria. Foi um lobo solitário, na linguagem do terrorismo. Porém existe um inquérito em curso para apurar se houve mandantes. Se a investigação existe, tem que ser levada a sério. E se não é apenas jogo de cena, é necessário esmiuçar as razões que levaram Adélio Bispo de Oliveira a praticar tiro ao alvo no mesmo estande frequentado por seus filhos.
No mínimo, é uma linha de investigação.
Não é uma questão de levantar suspeita sobre Carlos Bolsonaro, que esteve no estande em data próxima da de Adélio, mas de afastar hipóteses e dar uma resposta satisfatória a quem não acredita que o autor da tentativa de homicídio agiu sozinho. É o caso de Bolsonaro.
A presença de Adélio no estande 38 é estranha. O local não é um ambiente típico dele, que teve empregos modestos, de baixa remuneração, como o de servente de pedreiro. O estande, como se vê pelas fotos e pelo custo dos serviços que oferece, é frequentado por quem tem, no mínimo, um razoável poder aquisitivo.
Foi o próprio Bolsonaro quem manifestou estranheza quanto à presença de Adélio no estande, segundo registrou a revista Época. Como Adélio poderia gastar “centenas de reais em dinheiro vivo” na prática de tiro naquela clube?
Esta é apenas uma das perguntas sem resposta. Mas há outras:
Por que Adélio viajaria de Montes Claros a Florianópolis, percorrendo uma distância de quase 1.700 quilômetros, apenas para praticar tiro ao alvo?
Por que advogados que costumam cobrar caro defendem Adélio, tendo usado até um avião particular para chegar a Juiz de Fora?
Quem pagou os honorários desses advogados?
Bolsonaro também considerou a contratação dos advogados suspeita.
“No mesmo dia do crime, quatro advogados se apresentaram para defendê-lo. Usaram inclusive um jatinho particular. Então está na cara que gente com dinheiro e preocupada com que ele não abrisse a boca foi em seu socorro”, disse ele.
A investigação da PF não apresentou até agora uma explicação convincente para a origem dos recursos que bancam a defesa de Adélio.
Um dos advogados do autor da facada, Zanone Manuel de Oliveira, disse que foi contratado por uma pessoa ligada à Igreja do Evangelho Quadrangular de Montes Claros.
O encontro para selar a contratação teria ocorrido em um hotel em Juiz de Fora, conforme relato publicado em Época:
“Um homem malvestido, com calça de prega e camisa de pastor”, foi ao hotel do advogado na manhã seguinte ao atentado. Queria pagar pela defesa de Bispo. Tomando café da manhã, Oliveira disse a ele que o serviço custaria R$ 300 mil se durasse até o último recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), R$ 150 mil se fosse até sair a primeira sentença ou R$ 25 mil para simplesmente dar início à defesa. O advogado disse ter concordado em receber R$ 5 mil em dinheiro do cliente, de quem nem sequer registrou o nome. Os outros quatro pagamentos nunca chegaram.
Adélio foi membro destacado da Quadrangular de Montes Claros, inclusive chegou a pregar. Mas seus dirigentes negaram que tivessem contratado a defesa do ex-membro, muito menos pago honorários.
A suspeita de que a explicação do advogado é fantasiosa aumenta quando se sabe que a Polícia Federal não encontrou imagens do suposto encontro no hotel com o contratante de seus serviços.
Zanone poderia estar trabalhando de graça, apenas com objetivo de obter visibilidade profissional? Sim, mas nesse caso não precisaria contar uma história inconsistente. Bastava alegar sigilo profissional e não dizer se estava recebendo pelo serviço.
O que se sabe é que Adélio tinha informações precisas sobre o deslocamento de Bolsonaro por Juiz de Fora e chegou a fotografar alguns lugares, como o hotel onde Bolsonaro se reuniria com empresários.
Imagens obtidas pela Polícia Federal no dia da facada mostram Adélio muito à vontade, sempre em local próximo do então candidato.
Na chegada à cidade, Bolsonaro parou com sua comitiva em uma rua, desceu do carro e fez um discurso.
Muito perto dele, no lado contrário da multidão, vê-se Adélio andando de um lado para o outro, segurando em uma das mãos a faca enrolada em jornal.
É um comportamento que deveria levantar a suspeita de seguranças. Mas passou batido. Alguns minutos depois, Adélio cravou a faca na barriga de Bolsonaro.
Muito estranho é que, nesse dia, Bolsonaro não usava colete à prova de balas. Em reportagens sobre suas viagens anteriores, quase sempre há referência de que ele vestia o equipamento de proteção.
Em Rio Branco, no Acre, por exemplo, dois dias antes da viagem a Juiz de Fora, ele vestia o colete sob uma jaqueta esportiva.
Foi nessa viagem que disse: “Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre”.
Carlos Bolsonaro, o filho que esteve no estande em Santa Catarina em datas muito próximas das de Adélio, não foi à capita acreana, mas estava em Juiz de Fora.
Gustavo Bebianno, que era o presidente do PSL e acompanhava Bolsonaro em todas as viagens da época das eleições, contou que esta foi a única vez que Carlos Bolsonaro acompanhou o pai em viagem de campanha.
Bebianno soltou a informação no meio de uma entrevista à Jovem Pan, enquanto fazia críticas muito duras ao filho de Bolsonaro.
“Durante toda a campanha, ele nunca viajou conosco, a única viagem que ele fez durante a campanha foi exatamente a viagem para Juiz de Fora, da facada. As  outras viagens nós fazíamos o grupo. Segurança, o presidente e tal”, comentou.
Bebianno também comentou que, depois da facada, quando Bolsonaro era operado na Santa Casa de Juiz de Fora, Carlos Bolsonaro chorou muito, apoiado em seu ombro.
Já tinham alguma diferença, segundo ele contou, mas foi no ombro do futuro desafeto que encontrou consolo para aquela hora difícil.
Carlos Bolsonaro não pode ser considerado suspeito de absolutamente nada. Mas, se o objetivo é elucidar o crime, a presença de Adélio no estande de tiro em São José, na região de Florianópolis, precisa ser investigada.

A falta de um dedo X a falta de um cérebro


Dúvida


Turismo sexual


Bolsonaros Imobiliário


quinta-feira, 16 de maio de 2019

A barganha em que Bolsonaro prometeu o mesmo cargo no STF a Moro e a Gebran


Por Luis Nassif, em seu blog

O que levaria dois juízes regionais, sem nenhuma expressão nacional prévia, a expor de tal maneira o Judiciário a ponto de se incluir o STF em uma barganha espúria?

Em abril passado, circulou pela imprensa a informação de que o desembargador João Pedro Gebran Neto ocuparia a vaga de Celso de Mello no STF (Supremo Tribunal Federal). A escolha é do presidente da República. Seu amigo, ex-juiz Sérgio Moro ficaria com a segunda vaga, de Marco Aurélio de Mello, para, segundo Gebran, lhe dar tempo para se candidatar à presidência da República.
Ontem, o presidente Bolsonaro afagou Moro prometendo para ele a primeira vaga no STF que, pelo visto, já havia sido prometida a Gebran.
O que levaria dois juízes regionais, sem nenhuma expressão nacional prévia, a expor de tal maneira o Judiciário a ponto de se incluir o STF em uma barganha espúria? Certamente a contribuição imprescindível para a eleição de Bolsonaro, sendo peças-chave para a inabilitação da candidatura de Lula.
O trabalho de Gebran, no entanto, vai bastante além das decisões em que confirmou as sentenças de Moro. Vale a pena entender a importância de sua contribuição.
Uma das regras de ouro de isenção da Justiça é o princípio da impessoalidade do julgador, de não haver direcionamento dos julgamentos por determinadas pessoas ou grupos.
Justamente para evitar manobras políticas da maioria, há um acordo tácito de que a presidência dos tribunais fica com o decano. É o que acontece no Supremo Tribunal Federal e acontecia no TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) até o advento da Lava Jato.
Vamos entender melhor a engenharia política que alçou Gebran à inacreditável posição de candidato ao STF.
Peça 1 – as turmas do TRF4
O TRF 4 tem 8 turmas. As duas primeiras tratam de temas tributários e trabalhistas. A 3ª  e 4ª, temas administrativos, cíveis e comerciais. A 5a e 6ª para questões previdenciárias. E a 7ª e 8ª para questões penais.
O primeiro lance de Gebran foi articular mudanças na composição da 8ª Turma.
Era composta originalmente pelos desembargadores Luiz Fernando Wowk Penteado (quinto da OAB) e Paulo Afonso Brum Vaz, o decano do tribunal e Vitor Laus.
Paulo Afonso é considerado um magistrado técnico, sem envolvimento com grupos políticos. Era o nome mais antigo e seria alçado à presidência do TRF4. Com a alegação de que Paulo Afonso e Penteado havia entrado no mesmo ano, Gebran organizou o apoio a Penteado que foi eleito presidente, enquanto Paulo Afonso era eleito corregedor.
Ambos se afastaram da 8ª turma, que acolheu, então, Leandro Paulsen  e Gebran como juiz convidado, todos sem nenhuma experiência em direito penal. Paulsen é tributarista, Gebran é um civilista, especializado em direito à saúde e Laus especialista em direito previdenciário.
Lance 2 – a transferência da Lava Jato para a 8ª Turma
O segundo passo foi trazer para a 8ª Turma o caso Lava Jato.
Era para a Lava Jato ter caído na 7ª Turma. Em um gesto inesperado, a desembargadora Claudia Cristina Cristofani enviou um pedido para a 8ª Turma perguntando se Gebran não seria prevento, isto é, se o caso não seria de sua jurisdição. Apesar de nada ter com o tema, e ser amigo íntimo de Sérgio Moro, tendo ambos trabalhado nas imediações de Tríplice Fronteira, Gebran aceitou assumir o caso.
Lance 3 – o controle da presidência do TRF4
Dois anos depois, em 2017, vieram novas eleições. Paulo Afonso era o mais antigo, agora sem controvérsias. Mas Thompson Flores acabou rompendo com as regras tácitas, candidatando-se e sendo eleito presidente. A maioria se impunha definitivamente no TRF4, passando a atuar como partido político.
Ali se fechava o ciclo. Todos os julgamentos da Lava Jato seriam analisados pela nova composição da 8ª Turma e a presidência do Tribunal ficaria com Thompson Flores, conhecido por suas posições políticas de direita. Mostrando seu total envolvimento com o grupo, Thompson Flores foi o autor do mais extravagante elogio à sentença de Moro que seria analisada pelo TRF4: declarou ser tecnicamente irrepreensível, antes mesmo de ter lido.
A partir dali, o TRF4 passou a adotar posições que desrespeitavam a jurisprudência do STF – como considerar corrupção e lavagem de dinheiro crimes distintos, para poder aumentar as penas dos réus – ou subordinar o ritmo do julgamento à pauta eleitoral.
Lance 5 – o voto de Laus
No julgamento de Lula, chamou a atenção o fato dos três desembargadores terem apresentado voto por escrito, no mesmo teor, coincidindo até no agravamento abusivo das penas – como foi reconhecido posteriormente pelo próprio Superior Tribunal de Justiça.
Informações de dentro do TRF4 indicam que o desembargador Laus havia dado um voto divergente em determinado tema. A divergência permitiria aos advogados de Lula entrarem com os chamados embargos infringentes, atrasando a sentença, adiando a prisão e permitindo a Lula se envolver na campanha eleitoral que estava em curso e insistir na sua candidatura.
Laus teria sido convencido a modificar seu voto e se alinhar com os votos dos dois colegas. Tudo isso em um período em que Moro já tinha sido sondado em nome de Bolsonaro pelo futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, para assumir a pasta da Justiça, com a promessa de indicação para o STF. Provavelmente a promessa a Gebran foi nessa época, já que, após a sentença que inabilitou Lula, Bolsonaro não teria mais nenhum interesse em negociar cargos.
Lance 6 – as novas eleições do TRF4
No mês passado, houve novas eleições para a presidência do TRF4.
Mais uma vez, Paulo Afonso deveria ser o indicado para a presidência do órgão, pelo fato de ser o decano do tribunal. Mas Thompson Flores bancou a candidatura de Victor Laus.
Laus não é uma unanimidade entre os colegas. Paulo Afonso já tinha sido corregedor com bom desempenho, enquanto Laus renunciou ao cargo de Coordenador da CoJef – um órgão que coordena os Juizados Especiais. A desistência pegou mal entre os colegas, porque demonstrou sua inaptidão para enfrentar missões administrativas.
Mesmo assim, recebeu 17 dos 27 votos de desembargadores votantes, mostrando o alinhamento do TRF4 com as teses da Lava Jato e da parceria com Bolsonaro.
Com a nova votação, Laus vai para a presidência do TRF4 e Thompson Flores assume seu lugar na 8ª Turma.
Lance 7 – a prenda do STF
Agora, com Bolsonaro escancarando a barganha com Sérgio Moro, e Gebran explicitando com amigos sua esperteza, a grande aventura vai chegando ao fim. A imagem da Lava Jato vai se esgarçando à medida em que vai aparecendo o oportunismo de seus principais protagonistas.
Raquel Dodge expôs os procuradores paranaenses com a reação contra a tal fundação que lhes conferiria a gestão de um fundo bilionário. Bolsonaro expôs Moro com requintes de crueldade, ao mencionar o acordo, dois anos antes de se saber se vai cumprir o prometido.
Daqui para frente, cada dia de governo, para Moro, nunca será mais, será sempre menos.
Há um provérbio definitivo sobre os dilemas de Fausto ante Mefistófeles: a um soberano se concede tudo, menos a honra. Moro enfrenta, a partir de agora, o pior dos dilemas. Se não endossar os abusos de Bolsonaro, perde a indicação. Endossando, como ocorre agora, joga fora a imagem que a mídia construiu, e corre o risco de, no final do arco-íris, Bolsonaro não entregar o pote de ouro prometido.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Exclusivo: Assassino de delegado que investigava morte de Teori frequentava mesmo clube de tiro que Adélio e Carlos

                          Teori Zavascki morreu em um acidente de avião no litoral sul do Rio de Janeiro

Via DCM
O clube de tiro .38, na cidade de São José, na Grande Florianópolis, é um local peculiar.
Por lá – até onde se sabe, apenas por uma enorme coincidência – passam figuras que acabam por ter algum tipo de papel chave na história da República.
Conforme mostrou o DCM em reportagem publicada na última segunda-feira, uma dessas pessoas é Adelio Bispo, que deu uma facada em Jair Bolsonaro durante o período de campanha eleitoral.
Ele esteve no local no dia 5 de julho de 2018, o mesmo dia em que chegou a Florianópolis, vindo de Montes Claros (MG).
Estava desempregado, mas arrumou dinheiro para ir treinar sua pontaria no clube, em que as atividades não saem por menos de R$ 100 a hora. Depois, passou um mês na cidade. A polícia nunca informou o que ele foi fazer lá.
Outros que frequentam o local – e fazem e postam vídeos com os instrutores, utilizam os dormitórios e instalações do clube – são os irmãos Carlos e Eduardo Bolsonarocomo também mostrou o DCM na última terça.
Carlos, aliás, tem o clube de tiro como seu lugar predileto para retiros espirituais, reflexões e fuga do estresse gerado pela rotina política.
Dois dias após Adélio ter ido treinar sua mira no clube, Carlos chegou ao local para mais um fim de semana de descanso em meio às armas.
Mas não para por aí a lista de frequentadores ilustres do .38. Outro que costumava treinar seus dotes de atirador por ali era Nilton César Souza Júnior.
Ele é dono do conhecido Nilton Dog, trailer de cachorro quente que vende a iguaria nas versões salgada e doce (é isso mesmo) na avenida General Eurico Gaspar Dutra, no Estreito, área continental de Florianópolis.
Conforme exibia em suas redes sociais, com fotos e vídeos, Nilton tinha um hobby: o tiro esportivo.
Era frequentador assíduo do .38. Mas, as fotos foram retiradas das redes. Na verdade, seus perfis em redes sociais foram todos apagados.
Foi uma decisão aconselhada por seu advogado, desde que ele matou a tiros, em uma briga de bar, Adriano Antônio Soares, então delegado-chefe da Polícia Federal em Angra dos Reis.
Ele era o responsável pelas investigações da morte do ministro do STF Teori Zavascki, então relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
A arma utilizada tinha registro, seu proprietário sabia manuseá-la porque frequentava o clube .38 e quem atirou primeiro foi o delegado de polícia.
Ou pelo menos isso é o que disse o advogado do vendedor de cachorro quente, na época do crime, maio de 2017.
“A arma tinha CR, que é o registro de circulação, ele praticava tiro esportivo na escola .38, em São José. Sobre o ocorrido, tenho informação de que o primeiro disparo partiu da arma da autoridade policial. Vamos esclarecer isso. Discutir quem deu causa, a legitimidade e ver se ocorreram excessos de algum dos lados”, afirmou, à época do crime, em maio do ano passado, Marcos Paulo Silva dos Santos.
Fatos e perguntas
Tudo isso, como se disse, não passa de coincidências, mas são também fatos jornalísticos.
Ou não há interesse noticioso em contar que a pessoa que deu uma facada em Jair Bolsonaro esteve no clube de tiro que é o retiro espiritual de Carlos, que por lá esteve dois dias depois?
Para que se evitasse qualquer tipo de especulação, as autoridades que interrogaram Adelio Bispo poderiam responder a perguntas simples, como o que levou Adelio a viajar a Florianópolis, o que ele ficou fazendo por lá durante um mês, por que ele foi no clube de tiro .38, quanto dinheiro ele gastou por lá e quem pagou, se ele chegou a conhecer Carlos e se ele sabia que aquele clube era frequentado pela família Bolsonaro.
Enquanto não se conhecer a resposta para perguntas como essas, há espaço para muitos imaginarem que tudo isso é mais do que só uma grande coincidência.

PATRIMÔNIO DE FLÁVIO BOLSONARO AUMENTOU 397,1% EM APENAS 12 ANOS



Reeleito pela primeira vez em 2006, quando tinha R$ 385 mil em bens, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tem um patrimônio de R$ 1,74 milhão atualmente.

O patrimônio que o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) declarou à Justiça Eleitoral aumentou 397,1% entre 2006 e 2018. Neste período de 12 anos o filho do presidente Jair Bolsonaro exerceu três de seus quatro mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Reeleito pela primeira vez em 2006, quando tinha R$ 385 mil em bens, o parlamentar tem um patrimônio de R$ 1,74 milhão atualmente. As informações são de João Paulo Saconi, no site de Época.

De acordo com as declarações de Flávio à Justiça Eleitoral, o crescimento deve-se a compra de imóveis na Zona Sul e na Zona Oeste do Rio, além de investimentos em empreendimentos próprios, como uma loja de uma franquia de chocolates que ele administra na Barra da Tijuca. Em 2002, quando eleito pela primeira vez, Flávio era dono de apenas um automóvel do modelo Gol 1.0, datado do ano anterior, no valor de R$ 25.500.

O tamanho da devassa só prenuncia o tamanho do desastre

                                                                          Flávio Bolsonaro. Foto: Fabio TEIXEIRA / AFP


Por Fernando Brito, em seu blog
A quebra do sigilo bancário de quase uma centena de pessoas e empresas ligadas a Flávio Bolsonaro sugere que a investigação iniciada com as movimentações financeiras milionárias de seu amigo e motorista Fabrício Queiroz tem bem mais informações do que as que até agora são de conhecimento público.
Num caso rumoroso como este, é inacreditável que promotores e desembargadores fossem atingir tanta gente com uma devassa deste tipo em contas bancárias apenas por um capricho. Nem é crível, como se aventou nos jornais, que seja uma estratégia para obter delações premiadas de “bagrinhos” do esquema: isso é quase uma sentença de morte numa relação que envolve tanta gente próxima às milícias cariocas.
Os próximos dias vão começar a revelar a teia de negócios obscuros. A quebra dos sigilos é apenas o avistamento do “tsunami” previsto pelo próprio Jair Bolsonaro.
A onda, mesmo, está para chegar.

Ministro astronauta tira sarro dos terraplanistas pelo Twitter


segunda-feira, 13 de maio de 2019

Na íntegra, a entrevista de Lula a Kennedy Alencar

A prisão de Assange é uma farsa que alimenta o poderio norte-americano


Via Nocaute

O Equador, tanto quanto o Brasil, são meros joguetes nas mãos dos interesses norte-americanos. É por divulgar a verdade que o WikiLeaks está sendo perseguido e Assange foi preso. Se deixarmos que Assange seja tratado como um criminoso, estaremos aceitando a destruição das liberdades fundamentais. Assange simboliza a luta pela liberdade de expressão, o direito de conhecermos os fatos tais quais como ocorreram. Isso viola a estratégia de poder global dos Estados Unidos, por isso que eles querem Assange fora de circulação.

Imprensa mundial aponta a suspeição de Sérgio Moro após Bolsonaro revelar acordo com ex-juiz


Via DCM
Mas não é de hoje que a imprensa global aponta as atitudes suspeitas do ex-juiz ao ser nomeado no governo Bolsonaro.
Essas foram as manchetes e os trechos da imprensa mundial em novembro de 2018:
Financial Times: “Bolsonaro nomeia juiz que ajudou a prender Lula”
The Times: “Bolsonaro promete emprego sênior para o juiz que prendeu o seu rival”
Le Monde: “Será que foi por ter prendido o líder da esquerda brasileira que o magistrado será recompensado por Jair Bolsonaro?”
Le Figaro: “O juiz que derrubou Lula será o ministro da Justiça de Bolsonaro”
New York Times: “Grandes riscos em o juiz Moro tornando-se ministro da justiça”
The Guardian: “Moro foi responsável pela prisão do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que segundo pesquisas teria batido Bolsonaro à presidência.”
The Economist: “Agora a prisão de Lula parece um ato político”

Bolsonaro expôs Moro, mostrou que ele topa tudo pelo STF e o tornou refém do Titanic


Via DCM
Por Kiko Nogueira
Jair Bolsonaro armou uma pegadinha para seu ministro da Justiça.
Expôs Sergio Moro à execração pública ao mostrar que houve um acordo entre os dois na campanha.
À rádio Bandeirantes, o presidente contou que fez “um compromisso com ele porque abriu mão de 22 anos de magistratura.”
“A primeira vaga que tiver” é dele, falou Jair.
Além do toma lá dá cá e da cada vez mais evidente razão do ex-juiz mandar prender Lula, favorito nas pesquisas, Moro vira de vez um fantoche na mão do chefe.
O ministério da Justiça, portanto, era um degrau para o Supremo.
Moro aceitou se vender desde que ganhasse o mimo.
Como a revelação pegou mal, saiu correndo para declarar que está casado por amor.
“Não estabeleci nenhuma condição para aceitar o convite”, declarou em palestra em Curitiba.
“Quero trabalhar contra a corrupção, crime organizado e crime violento. Houve uma convergência de pautas”.
Risos.
Moro já foi humilhado quando desconvidou Ilona Szabó para um conselho fantasma. Em seguida ao perder o COAF.
A última foi o decreto de armas em que ele e sua pasta foram sumariamente ignorados.
Por que topou tudo?
Porque no fim do túnel tem a cadeira do Celso Mello.
Emprestou “credibilidade”, fez o serviço sujo e agora vira um namorado-troféu do Jair, obrigado a engolir qualquer coisa, torcendo para, daqui a uns anos, o sujeito cumprir com a palavra.
A única alternativa, agora, é sair atirando.

sábado, 11 de maio de 2019

Bolsonaro corta 45% do Orçamento das Forças Armadas.”Isto dá quanto em chocolates?” pergunta Bierhals


SERGIO MORO FOI DESMASCARADO À IMPRENSA MUNDIAL NO DOCUMENTÁRIO DA BBC



Em película cinematográfica e em língua inglesa, o documentário da BBC sobre Lula é uma das peças mais impactantes do jornalismo já feitas. Ele restitui grande parte dos fatos persecutórios ao ex-presidente brasileiro que foram sendo acumulados ao longo dos anos. Apresenta Sergio Moro como um juiz parcial e Bolsonaro como um risco real ao mundo civilizado.

A produção do documentário de 23 minutos impacta também por oferecer uma visão sempre negada a Lula pela imprensa tradicional brasileira: um político que modificou a realidade social de um imenso país e cuja popularidade e reputação atingiram níveis insuportáveis para as elites locais.

O documentário mostra Lula como um injustiçado que luta para que a justiça reconheça sua inocência e coloca Moro e Bolsonaro na dimensão de meros agentes de interesses obscuros.

Bolsominions


Justiça seletiva


Quem quer acabar com as universidade federais?