LULA PRESO POLÍTICO

LULA PRESO POLÍTICO

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Sobre o foro


Kimzinho, "marxismo cultural" e a burrice


Toffoli enterrou a Justiça na cova rasa de Vavá


Via DCM
Por José Cássio
Se não se pode mais esperar algo decente da Justiça e das autoridades, o ex-presidente Lula haveria de mostrar que o Brasil ainda não virou um hospício.
Da sua cela em Curitiba, declinou da intenção de despedir-se de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, que morreu de câncer na manhã desta terça-feira, aos 79 anos.
Pudera: a decisão do ministro Dias Toffoli de cumprir a Lei deu-se em condições surreais e em momento inoportuno – para ver o irmão, Lula teria de ser encaminhado a uma unidade militar nas proximidades de São Bernardo do Campo e para lá também seria levado o corpo de Vavá.
Se já não bastasse o inusitado da medida, ela foi tomada no exato momento em que o corpo descia à cova.
Toffoli deu uma canetada de nove páginas para conceder uma das decisões mais esdrúxulas da história da Justiça brasileira.
De forma vil e covarde, escreveu que os carrascos do PF se manifestaram contra o pedido por causa da falta de tempo hábil para a ida do ex-presidente ao velório.
Argumentou que a PF também apontou “risco quanto à segurança dos presentes e dos agentes públicos mobilizados, levando-se em conta as notícias veiculadas em redes sociais sobre a convocação de militantes para comparecerem a São Bernardo do Campo”.
Ressaltou, no entanto, que todas essas intercorrências não poderiam impedir o direito de Lula “ainda que de forma parcial”.
Eis o gancho de que precisava para justificar a sua canalhice e o seu sarcasmo.
“As intercorrências apontadas no relatório policial, a meu ver, não devem obstar o cumprimento de um direito assegurado àqueles que estão submetidos a regime de cumprimento de pena, ainda que de forma parcial, vale dizer, de encontrar-se com familiares em local reservado e preestabelecido para prestar a devida solidariedade aos seus, mesmo após o sepultamento, já que não há objeção da lei”.
Na sua decisão, proibiu o uso de celulares, a presença de jornalistas e declarações públicas de Lula.
Disse que estava prezando pela segurança do ex-presidente, dos presentes e dos agentes públicos.
Mentira.
O que Toffoli não quer é que o povo veja Lula. Que sinta o calor dos seus olhos, que ouça com esperança as palavras que saem da sua boca.
Quem acredita em Dias Toffoli acredita em qualquer coisa.
Se não fosse o ex-presidente Lula ter tido um mínimo de lucidez, o Brasil teria assistido a uma das cenas mais dantescas da sua história: o corpo de um homem de 79 anos sendo retirado da cova e levado, sob a tutela do Estado, para uma unidade militar onde ninguém poderia entrar, filmar ou fotografar.
Toffoli poderia ter feito como a juíza Carolina Lebbos, que vestiu a carapuça de ‘capitã do mato’ e não se envergonha disso. Poderia fazer como os carrascos da PF – ‘não autorizo, pronto e acabou’.
Era mais honesto. Mas, não.
Na sua covardia, enterrou o pouco que faltava da credibilidade da Justiça na cova rasa onde jaz Vavá.
Sem perceber, escreveu o roteiro de uma comédia de terror. Uma comédia da qual todos nós fazemos parte, infelizmente.

Eu avisei


Terrorismo econômico, roubo e pirataria: armas dos EUA contra a Venezuela





Após as derrotas sofridas no pleno da OEA e no Conselho de Segurança da ONU, os EUA decidiram intensificar o banditismo contra a Venezuela.

Como não conseguiram angariar apoio da comunidade internacional para o reconhecimento do títere Juan Guaidó como presidente “autoproclamado” da Venezuela, abriram novo flanco de agressão à potência petroleira do Caribe.
John Bolton, conselheiro de segurança nacional; e Steven Mnuchin, secretário de tesouro do governo Trump, anunciaram desde a Casa Branca [1] o congelamento ilegal de US$ 7 bilhões da CITGO, subsidiária da PDVSA sediada em Houston, no Texas; e [2] a retenção, em contas bloqueadas, de todo dinheiro a ser recebido pela CITGO em transações de petróleo venezuelano, cifra estimada em 11 bilhões de dólares nos próximos meses.
Nessa pantomima absurda, Trump ainda decidiu, unilateralmente, usurpar o poder legítimo do governo venezuelano para “entregar” a jurisdição dos bilionários recursos do país ao seu títere Juan Guaidó, que foi orientado pelo patrão do Norte a indicar dirigentes ilegítimos para a CITGO em substituição aos funcionários legítimos, empossados tempos atrás por Caracas.
Trump agiu, como de costume, à margem da lei e do direito internacional. É mais uma decisão ilegítima e criminosa, operada por fora da Carta das Nações Unidas e em frontal ofensa à posição majoritária da comunidade internacional, que reconhece Nicolás Maduro como presidente constitucional da Venezuela e autoridade com plena jurisdição sobre o território, as riquezas, os recursos, o governo, as FFAA e a administração do país.
Esta nova violência adiciona ao terrorismo econômico promovido pelos EUA a prática de pirataria, pilhagem e roubo da renda petroleira que pertence ao povo venezuelano.
Os EUA almejam criar uma situação de dualidade de poder para dividir as forças armadas e deflagrar uma guerra civil no país.
Os passos seguintes do jogo conspirativo traçado desde Washington e ordenado aos leais súditos imperiais em Brasília, Bogotá e em outras capitais de países-cônsules são: [1] protestos violentos em Caracas na quarta-feira, 30/1, [2] mobilizações massivas e declaração de países da UE reconhecendo o títere Juan Guaidó no sábado, 2/2, e [3] reunião do Grupo de Lima [também conhecido como “Cartel” de Lima] na segunda-feira, 4/2, que encorajará o avanço da lógica de guerra na Venezuela.
A reação de intelectuais, organizações, movimentos sociais e lideranças políticas de todas partes do mundo tem ampliado a consciência crítica acerca da insanidade da extrema-direita internacional e suas sucursais latino-americanas.
Diante deste novo ataque criminoso dos EUA, é preciso transformar essa consciência crítica de cada país do continente num movimento continental articulado de luta pela paz, em defesa da soberania da Venezuela e contra a guerra promovida pelo presidente Trump e governos capachos, submetidos aos caprichos e interesses norte-americanos.
Defender a soberania da Venezuela significa a defesa do direito à autodeterminação dos povos, da não-ingerência estrangeira e da paz continental.
O povo latino-americano não permitirá que um maluco como Trump transforme a Venezuela numa Síria.

Moro privilegiado


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Família Bolsonaro


Flávio Bolsonaro e as milícias


Justiça e PF tratam Lula como preso político

Kennedy Alencar

STF pode mostrar que ainda há juízes em Brasília

BRASÍLIA

Boa parte da comunidade jurídica brasileira considera injusta a sentença contra Lula no caso do apartamento no Guarujá. Renomados juristas e advogados criminalistas afirmam que, no mínimo, deveria ter sido aplicado o princípio “in dubio pro reo”. Ou seja, diante das dúvidas para condenar, Lula deveria ter sido absolvido.
Entretanto, quando se examina a execução da pena do ex-presidente, fica claro que Lula é tratado como preso político.
Lula foi condenado pelo então juiz Sergio Moro a 9 anos e meio de prisão. Mas o TRF-4 elevou a pena para 12 anos e um mês. Esses 30 dias a mais impediram a defesa de Lula de alegar prescrição dos crimes em 2017.
Na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula fica isolado numa cela improvisada, sem contato com outros detentos - apenas com seus carceireiros, advogados, amigos e parentes autorizados a visitá-lo. É uma espécie de solitária.
Apesar do ululante interesse público e histórico de uma entrevista com Lula, o Supremo Tribunal Federal impediu contato do ex-presidente com jornalistas durante a campanha eleitoral. Este repórter fez um pedido para entrevista-lo após o segundo turno das eleições. Queria ouvir Lula para um documentário sobre a crise brasileira entre 2013 e 2018 que produzi para a BBC World News. Não recebi a autorização, mas apenas uma resposta do ex-presidente a uma carta que enviei na qual disse que gostaria de entrevistá-lo, citando alguns pontos da possível conversa.
Há inúmeros casos autorizados pela Justiça de entrevistas com presos.
Lula pediu e não recebeu autorização para comparecer ao velório e sepultamento de seu grande amigo Sigmaringa Seixas, advogado e deputado federal que morreu em dezembro. Era pública e notória a forte amizade entre os dois.
Não vamos nem mencionar o episódio em que a ministra Rosa Weber votou contra o seu próprio entendimento, alegando um inusitado princípio da colegialidade, para não dar provimento a uma habeas corpus em que Lula pedia para não ser preso.
Para que serve uma reunião de um colegiado se não for para eventualmente confirmar ou mudar o entendimento desse próprio colegiado? Afinal, é nesses encontros do plenário que a jurisprudência muda ou permanece como está. Um “princípio da colegialidade” congelaria todas as decisões e impediria o direito, que é vivo, de mudar.
Em novembro, numa audiência em que teria o direito de se defender das acusações em relação ao sítio de Atibaia, a juíza Gabriela Hardt deu um cala boca no réu, cerceando seu direito de defesa. Muitos aplaudiram, vendo ali um exercício da autoridade quando se tratava apenas de puro autoritarismo e desrespeito ao direito de defesa de Lula.
Se todos esses fatos não fossem suficientes para sustentar o caráter persecutório da Justiça brasileira contra Lula, chegamos ontem a um ponto que não deixa dúvida nenhuma dúvida a respeito disso.
Morreu Vavá, irmão mais velho de Lula e figura importante na vida dele. Genival Inácio da Silva, cerca de 6 anos mais velho do que o ex-presidente, foi um irmão muito próximo de Lula desde a infância em Garanhuns, em Santos e São Paulo. A lei autoriza que um preso possa comparecer ao velório e enterro de um irmão. Até o general da reserva e vice-presidente, Hamilton Mourão, considerou questão humanitária a autorização para Lula velar e sepultar o irmão.
A juíza Carolina Lebbos, que cuida da execução da pena de Lula, poderia ter decidido sozinha. Ela quis ouvir o Ministério Público e a Polícia Federal a respeito.
Subordinada ao ministro da Justiça, Sergio Moro, a PF respondeu que não poderia garantir a segurança pública desse deslocamento e nem tinha os meios para fazê-lo de forma tão célere.
Com toda a estrutura que a PF possui, essa resposta é preocupante. Como vai combater o crime organizado e reagir rapidamente a fatos mais graves? No caso Cesare Batistti, um avião foi deslocado com agilidade para a fracassada tentativa de pegá-lo na Bolívia para extraditá-lo para a Itália.
Quando decidiu levar Lula para depor sob condução coercitiva, o então juiz Moro montou um aparato de grande proporção. O petista foi levado à força ao Aeroporto de Congonhas quando poderia ter sido combinado com o ex-presidente local e hora, pois ele nunca se recusara a comparecer a uma audiência ou depoimento judicial.
Quando juiz, o hoje ministro da Justiça dava parabéns publicamente às multidões que protestavam contra o governo Dilma e pediam a prisão de Lula. Como alguém que aceitou entrar na política ao aceitar um ministério de Bolsonaro, Moro deveria manter a coerência, caso haja manifestações na simples presença de Lula num velório.
A Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal temem que Lula fale com jornalistas, que dê entrevistas da cadeia, que seja abraçado por amigos no enterro de um irmão tão próximo?
É inegável a grandeza política de Lula. Críticos e apoiadores deveriam reconhecer isso. O ex-presidente não morreu. A Justiça não pode querer que ele desapareça, que suma do Brasil. Lula é tão perigoso assim para os novos donos do poder?
Recear atos políticos é um sinal de como as democracias morrem. Basta olhar a Venezuela ali ao lado.
Após as negativas da juíza Lebbos e do desembargador Leandro Paulsen contra a ida de Lula ao enterro de Vavá, a defesa do ex-presidente recorreu na madrugada ao Supremo. O relógio corre. Temos pouco tempo para saber se ainda há juízes em Brasília.
*
CQD
Há pouco, o presidente do STF, Dias Toffoli, autorizou Lula a sair da cadeia para encontrar familiares numa unidade militar. É uma emenda ao soneto das negativas da PF, da juíza Lebbos e do desembargador Paulsen.
Em plena democracia, Lula é autorizado a comparecer a uma unidade das Forças Armadas. Na ditadura, ele saiu do Dops para o local do velório e sepultamento da mãe, dona Lindu. Toffoli, portanto, tenta fazer uma contenção da danos à imagem do Judiciário brasileiro, mas a decisão mancha a democracia e confirma o título deste artigo.
De acordo com reportagem da “Folha de S.Paulo”, Toffoli “vedou o uso de celulares e outros meios de comunicação externos, bem como a presença da imprensa e a realização de declarações públicas”.
O ex-presidente é tratado como preso político pela Justiça e pela Polícia Federal subordinada ao ministro Moro. Haja medo do que Lula tem a dizer à imprensa e de como parte da população reagiria ao contato direto com ele num local público.

CHICO BUARQUE SE SOLIDARIZA A LULA E REPUDIA JUSTIÇA CÍNICA E COVARDE




O cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda prestou solidariedade à família Lula da Silva pela perda de Genival Inácio da Silva, o Vavá, irmão do ex-presidente, e manifestou indignação diante do claro desrespeito à lei por parte das autoridades do poder judiciário brasileiro, que não permitiram que Lula fosse ao enterro do irmão. Chico disse: 

"minha solidariedade ao Lula pela perda do Vavá. E meu repúdio à Justiça pelo cinismo e pela covardia”.


A declaração de Chico Buarque, publicada com exclusividade pelo 247, evidencia o estado apodrecido de coisas que tomou conta do poder judiciário brasileiro. A perseguição a Lula só faz aumentar, enquanto o Brasil agoniza entre crimes-catástrofes e exílios políticos contemporâneos decorrentes de violência e do estímulo à violência pelos próprios agente que se instalaram no poder. 

Chico Buarque, que lutou contra a ditadura e enfrentou generais em um dos períodos mais sórdidos do Estado brasileiro, volta a emprestar sua voz para denunciar o arbítrio e a pusilanimidade que grassa entre agentes do poder público, covardes e desconectados da pressão internacional pela garantia dos direitos do ex-presidente Lula. 

“Lula teve negado um direito que não se nega a ninguém há 2000 anos”, diz Lenio Streck.

Lenio Streck
Via DCM
Por Paulo Henrique Arantes
A decisão meia-boca do ministro Dias Toffoli em favor do ex-presidente Lula, dotada de viés restritivo e tardia, não deixa de retratar o momento da Justiça brasileira. Para o jurista Lenio Streck, a contraposição do STF às decisões da Vara de Execução Penal e do TRF-4 não deve ser comemorada.
“O Toffoli concedeu aquilo que há 2000 anos não se nega a ninguém, que é o direito de velar nossos mortos”, disse Streck ao DCM, lembrando que, quando preso político na ditadura militar, Lula pôde ir ao sepultamento da mãe. “Na democracia, Lula foi impedido por Vara de Execução e Tribunal Regional de ir ao velório do irmão”, ressaltou.

De fato, com o Supremo manifestando-se tardiamente e impondo restrições a Lula, acabaram prevalecendo na prática as decisões das instâncias inferiores.

Streck também criticou os argumentos da Polícia Federal quanto a dificuldades logísticas para que Lula fizesse a viagem ao encontro do irmão falecido.

“A Lei de Execução Penal, quando autoriza a visitar o irmão ou o parente, ela não especifica nada quanto à logística, isso não é um problema. Ou o sujeito tem ou não tem o direito”, observou, antes de destacar que houve dois pesos e duas medidas.

“Quando foram fazer a condução coercitiva do Lula, tinha contingente, não tinha? Para ele ver o irmão, não tem? Quando alguém quer ser consequencialista, tem que ser sempre, e não só quando lhe interessa”, completou o jurista.

.x.x.x

O monstro está de volta com prisões da Vale e proibição de Lula de ir a velório, por Luis Nassif


Por Luis Nassif, em seu blog

O monstro do aparelho judiciário está de volta em dois episódios dramáticos, em que a única voz decente, nas instituições, foi do vice-presidente, General Hamilton Mourão.
A infâmia tem cara.
Na justiça federal de 1ª instância é a juíza Carolina Lebbos, que procurou atrasar a decisão – e, portanto torná-la sem efeito – pedindo parecer do Ministério Público Federal. Entre os procuradores da Lava Jato, a infâmia foi coletiva.  Na PF, tem a cara de Sérgio Moro, Ministro da Justiça e comandante em chefe da PF. Na Justiça Federal de 2ª Instância, a cara do desembargador Leandro Paulsen.
A perseguição implacável e cruel a Lula desonra a Justiça e acontece em um momento em que o fator Jair Bolsonaro lança sobre o país os temores de uma era de trevas.
O segundo episódio foi a prisão de engenheiros que supostamente teriam responsabilidade pelo desabamento em Brumadinhos.
Nos dois casos, Mourão identificou os vícios do arbítrio. No caso Lula, pela falta de piedade. No caso Vale, pela ansiedade em dar satisfações à opinião pública, mandando prender antes de apurar corretamente as responsabilidades.
O monstro está vivo e respira.
É o mesmo monstro que criminalizou problemas administrativos de universidades, levando um ex-reitor ao suicídio, invadiu universidades para impor censura ideológica, ordenou condução coercitiva a quarenta funcionários do BNDES, afetou a imagem da carne brasileira no mundo, liquidou com a vida de jovens estudantes no caso do major espião, ordenou a detenção de um cientista renomado por discutir a maconha, transformou Lula em prisioneiro político e colocou o país sob a influência de milícias.
É a volta dos porões da ditadura.
A maneira como se valem de manobras jurídicas, como foi o caso agora de Lula, é da mesma natureza da manobra de Luiz Fux procurando livrar o filho de Bolsonaro das investigações. Os métodos são os mesmos do período militar. .
E isso acontece em um momento em que o antilulismo cada vez mais tem a face do bolsonarismo. Não há mais a mesma coesão na mídia e nas redes sociais para esses abusos processuais. E os pronunciamentos de Mourão reforçam essa sensação.
Na ditadura, o próprio Romeu Tuma fez questão de acompanhar Lula, liberando-o para o enterro de sua mãe. Não deixou a decisão nas mãos do guarda da esquina. Agora, o que se vê são pessoas menores, em guerras sem risco, incapazes de qualquer gesto de grandeza, como o de respeitar o inimigo caído.

Nada é em vão nessa vida


Até a direita reconhece


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O Coiso fugiu da imprensa em Davos


Entrevista do governo bolsonaro em Davos


A PRIVATARIA TUCANA: Venda da Vale completa 20 anos e foi um dos maiores crimes cometidos contra o Brasil

Estudantes fazem ato contra a privatização da Vale em frente ao prédio da Bolsa de 
Valores do Rio / Ricardo Stuckert

Por Pedro Carrano


Curitiba (PR), 6 de Maio de 2017 às 21:00


Há 20 anos, no dia 6 de maio de 1997, o governo Fernando Henrique Cardoso leiloava a principal empresa estratégica brasileira no ramo da mineração e infraestrutura.
Agora, nesse período quando se faz alarde que a Operação Lava Jato teria resgatado (menos de) R$ 10 bilhões para a economia, não custa recordar que a Vale do Rio Doce (hoje apenas Vale) foi vendida por R$ 3,3 bilhões, quando somente as suas reservas minerais eram calculadas em mais de R$ 100 bilhões à época.
A empresa foi criada em 1942 com recursos do Tesouro Nacional.  Durante 55 anos, foi uma empresa mista e o seu controle acionário pertencia ao governo.
Depois do leilão de privatização da companhia, com militância ativa de José Serra, ministro do planejamento à época, a Vale passou a ser comandada pelo banco Bradesco, integrante do consórcio Valepar, detentor de 32 por cento das ações, enquanto os investidores estrangeiros passaram a somar 26,7% das ações totais da empresa. 
Qual era a justificativa da venda?  A desculpa foi o pagamento de parte da dívida pública interna e externa. Sabe-se que, a exemplo de outras privatizações, isso nunca ocorreu.
Os movimentos sociais gritaram e, uma vez mais, denunciaram um modelo exportador adotado pela transnacional, que não gerava trabalho, beneficiamento e industrialização. 
O segundo Plebiscito Popular organizado pelos movimentos sociais movimentou três milhões e 700 mil votos, em 2007, com a bandeira da anulação do leilão da Vale.
Na realidade, controlada pelo capital financeiro e internacional, a opção feita pela empresa tem sido pelo atropelo da legislação trabalhista e aumento das práticas antissindicais; exportação com alto consumo de energia e nenhum beneficiamento dos produtos; e a intensificação da produção voltada para fora causa rápido esgotamento das reservais minerais, ao lado de impactos no meio ambiente – o caso da lama da Samarco dispensa apresentações. 
Os críticos do processo de venda da companhia apontam que o banco Bradesco montou o edital de venda da companhia e, mais tarde, tornou-se um dos seus controladores (algo proibido por lei), entre vários outros problemas jurídicos do leilão realizado. 
Hoje, dezenas de ações populares questionam o leilão criminoso e podem retornar à Belém do Pará, instância inicial que analisou as irregularidades da venda. Uma perícia também está prevista para levantar o patrimônio que foi perdido com a venda da empresa.
Maior mineradora mundial de minério de ferro, a Vale é produtora de ouro, exploradora de bauxita (matéria-prima do alumínio) bem como de titânio, no qual o Brasil é o maior detentor mundial do minério. 

A Vale tinha a participação em 54 empresas coligadas. Possui também uma grande malha ferroviária, meio de transporte que deveria ter papel estratégico. Mas nada disso foi avaliado no edital do leilão da companhia, assim como aconteceu com vários outros recursos minerais. 

Tudo isso foi privatizado há vinte anos, sem debate com a sociedade, ignorando um plebiscito popular e à revelia da economia brasileira, que hoje apresenta grande desindustrialização. 
Os 20 anos da privatização da mineradora são mais uma oportunidade para debatermos que projeto de país, de indústria e de futuro queremos. O que está aí não interessa ao povo brasileiro.
Edição: Redação BdF PR

O Coiso em Davos: miojo kkkkkk


A fauna dos bolsominions (2)


domingo, 27 de janeiro de 2019

Ainda sobre a eleição do Coiso: CNBB CONTRA O FASCISMO


Ainda sobre as eleições - Surrealismo Dória X Alexandre Frota


No fundo do poço


VALE: O CRIME AMBIENTAL COMPENSA #meteoro.doc


O exercício da maldade



Por Fernando Brito, Via Tijolaço
Praticar a maldade é, sempre, algo covarde, porque depende da fraqueza alheia que faz o poder do malvado ampliar-se.
A sra. Carolina Lebbos Moura, que está exercendo a condição de carcereira de Lula, ao reduzir as visitas ao ex-presidente Lula pratica esta regra.
Lula está preso, silenciado (nem mesmo pode conceder uma entrevista), não oferece nenhum perigo de praticar os crimes que, embora falsamente, lhe são atribuídos.
Nenhum mal à sociedade ou à administração da Justiça pode oferecer o fato de receber visitas.
É apenas o exercício do ódio que a “República de Curitiba” vota ao ex-presidente.
A covardia é uma pré-condição para a maldade.

Ministro que negou habeas corpus a Lula recebeu propina, diz ex-presidente da OAS





O ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro, em delação à lava jato, afirmou que pagou R$ 1 milhão em propina para o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins.

Atual corregedor Nacional de Justiça no CNJ, Martins é quem negou há um ano habeas corpus preventivo apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, o petista estava na iminência de ser preso pela lava jato.

A propina delatada pelo ex-presidente da OAS e a negação do habeas corpus ao ex-presidente Lula, porém, não tem nexo causal. São eventos distintos.

Segundo delação de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, a propina foi paga em troca de ajuda com um recurso que tramitava no STJ.

O esquema teria sido intermediado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o dinheiro recebido por meio do filho do ministro, o advogado Eduardo Filipe Alves Martins, que inicialmente pediu R$ 10 milhões.

O recurso em questão foi proposto pela OAS contra uma decisão do TJ (Tribunal de Justiça) da Bahia, que deu ganho de causa à Prefeitura de Salvador em ação da empreiteira em razão de créditos da obra do canal Camurujipe.

A delação premiada assinada pela Procuradoria Geral da República (PGR) ainda depende da homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).