LULA PRESO POLÍTICO

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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Se não fosse quase analfabeto funcional, Moro teria passado sem essa: “ativista disfarçado de juiz”

AFP / MAURO PIMENTEL Sérgio Moro chega à casa do presidente eleito Jair Bolsonaro

Via DCM

Por Joaquim de Carvalho

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Acostumado com sombra e água fresca no Brasil, levou o troco na hora. Sócrates disse que Moro foi um “ativista político disfarçado de juiz”.  Veja a nota do ex-primeiro-ministro na íntegra, divulgada pelo site Migalhas:

Brasil. O juiz valida ilegalmente uma escuta telefónica entre a Presidente da República e o anterior Presidente. O juiz decide, ilegalmente, entregar a gravação à rede de televisão Globo, que a divulga nesse mesmo dia. O juiz condena o antigo presidente por corrupção em “atos indeterminados”. O juiz prende o ex-presidente antes de a sentença transitar em julgado, violando frontalmente a Constituição brasileira. O juiz, em gozo de férias e sem jurisdição no caso, age ilegalmente para impedir que a decisão de um desembargador que decidiu pela libertação de Lula seja cumprida. O conselho de direitos humanos das Nações Unidas decide notificar as instituições brasileiras para que  permitam a candidatura de Lula da Silva e o acesso aos meios de campanha. As instituições brasileiras recusam, violando assim o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos que o Brasil livremente subscreveu. No final, o juiz obtém o seu prémio: é nomeado ministro da justiça pelo Presidente eleito e principal beneficiário das decisões de condenar, prender e impedir a candidatura de Lula da Silva. O espetáculo pode ter aspectos de vaudeville (circo) mas é, na realidade, bastante sinistro. O que o Brasil está a viver é uma desonesta instrumentalização do seu sistema judicial ao serviço de um  determinado e concreto interesse político. É o que acontece quando um ativista político atua disfarçado de juiz. Não é apenas um problema institucional, é uma tragédia institucional. Voltarei ao assunto.   

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Já se sabia que é bastante agressivo — embora faça o tipo passivo. Agora se sabe que é também bastante limitado. Para o bem do Brasil, é bom que se exponha cada vez mais.